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Produção científica · registro 23
Acesso administrativo

Artigo · 2026

RELAÇÃO COM SABER MATEMÁTICO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PEDAGOGOS: ARQUEOLOGIA DO TRAUMA, ETNOMATEMÁTICA RECONSTRUÇÃO DA PRÁXIS

Confirmada instituição maranhense acesso aberto EtnomatemáticaEducação Matemática

Referência (ABNT NBR 6023)

SILVA JUNIOR, George Ramos et al. RELAÇÃO COM SABER MATEMÁTICO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PEDAGOGOS: ARQUEOLOGIA DO TRAUMA, ETNOMATEMÁTICA RECONSTRUÇÃO DA PRÁXIS. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, 2026. DOI: https://doi.org/10.66104/70mdpj52.

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Resumo

O presente artigo investiga as memórias escolares e os processos de subjetivação associados ao aprendizado da Matemática em acadêmicos do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação Memorial Adelaide Franco (FEMAF), analisando o impacto dessas vivências na constituição de suas identidades docentes. O aporte metodológico ancora-se na Análise de Conteúdo de Laurence Bardin, mobilizada sobre um corpus composto por narrativas dissertativas autobiográficas e reflexivas escritas à mão por discentes do segundo período da graduação. Epistemologicamente, os dados são tensionados à luz da teoria da Relação com o Saber de Bernard Charlot e da perspectiva sociocultural da Etnomatemática de Ubiratan D'Ambrosio, dialogando ainda com os saberes docentes postulados por Maurice Tardif. Os resultados, emoldurados por um percurso metodológico sistemático e replicável, revelam uma arqueologia do trauma marcada por uma severa violência pedagógica institucionalizada pela escola tradicional - incluindo relatos de punições físicas via palmatória e coerção moral -, que consolidou o fenômeno da matofobia e clivagens profundas na autoeficácia cognitiva dos sujeitos. Constatou-se, simultaneamente, uma crítica contundente ao reducionismo mecanicista e abstrato que apartou o conhecimento das práticas vividas. Contudo, o estudo descortina um movimento dialético de catarse e práxis reconstrutiva, no qual os futuros pedagogos projetam uma docência humanizada nos anos iniciais, elegendo a ludicidade, a modelagem concreta e a ressignificação do erro como eixos de superação pedagógica. Conclui-se que a formação inicial em Pedagogia deve atuar como um espaço de reconstrução identitária e afetiva, permitindo que a dor biográfica seja transmutada em empatia didática voltada à inclusão cognitiva.

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