TCC / monografia · 2020
Etnomatemática: saberes e fazeres de quebradeiras de coco babaçu em Timbiras-MA
Referência (ABNT NBR 6023)
SILVA, Ana Cláudia Batista da. Etnomatemática: saberes e fazeres de quebradeiras de coco babaçu em Timbiras-MA. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal do Maranhão, 2020. Disponível em: https://riufma.ufma.br/handle/123456789/4572.
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Resumo
As mulheres quebradeiras de coco babaçu perpassaram por um vasto processo de luta e resistência, principalmente no estado Maranhão, buscando livre acesso, preservação dos babaçuais e melhores condições de vida. Assim, praticando o extrativismo do coco babaçu e derivando produtos dele, as mulheres passaram a desenvolver inúmeras aprendizagens e utilizar-se de conhecimentos obtidos na experiência, como o conhecimento matemático, utilizado de maneira informal diariamente. Partindo dessa premissa, esta monografia baseia-se nos seguintes questionamentos: Como as mulheres quebradeiras de coco babaçu da Associação Extrativista de Timbiras, utilizam matemática em seu cotidiano? Da produção a venda dos produtos, como esse processo ocorre? Como é entendida a utilização da matemática por essas mulheres, na sociedade? Nessa perspectiva, objetiva-se compreender como as mulheres quebradeiras de coco babaçu da ASSEXTIM utilizam a Matemática em seu cotidiano, considerando as experiências dessas mulheres e o contexto social. Assim como buscar perceber a utilização da matemática no cotidiano das mulheres da Associação, apresentar como ocorre a utilização da matemática da produção a venda dos produtos do coco babaçu e refletir sobre como a sociedade vê a utilização da matemática por essas mulheres. Para tanto foi realizado uma pesquisa bibliográfica com autores que abordam sobre as lutas e resistências das quebradeiras, como Barbosa (2008 e 2013); Almeida (1995); Mouzinho de Oliveira (2018); também, autores que abordam sobre a Etnomatemática, como D’ Ambrósio (1998) e Knijnik (1996) e ainda, como referencial principal, Almeida de Oliveira (2019) que discute sobre a utilização da Matemática por quebradeiras de coco babaçu. Além disso, foi realizado uma pesquisa de campo, observações, entrevistas e diálogos informais, os quais foram registrados em gravação e em diário de campo. Desse modo, foi possível apreender que as mulheres quebradeiras de coco babaçu da ASSEXTIM fazem utilização da matemática na derivação e venda dos produtos, embora, ainda existe desvalorização social.