Artigo · 2025
Pensando a constituição de Laboratórios de Ensino de Etnomatemáticas
Referência (ABNT NBR 6023)
SILVA, Rebeca Maciel; PINHEIRO, José Milton Lopes; ALVES, Giovana. Pensando a constituição de Laboratórios de Ensino de Etnomatemáticas. Revista Paranaense de Educação matemática, 2025. DOI: https://doi.org/10.33871/rpem.2025.14.33.9718.
Gerada automaticamente a partir dos metadados das bases. Confira antes de usar em trabalhos.
Resumo
Este estudo visa compreender de que maneira a fundamentação da Etnomatemática pode-se repensar a concepção de Laboratório de Ensino de Matemática consolidando a concepção de Laboratórios Ensino de Etnomatemáticas. Para tanto, realizamos um estudo qualitativo, cujos dados foram construídos e analisados a partir da metodologia da Análise de Conteúdo. Realizamos um estudo de campo, considerando o Laboratório de Ensino de Matemática – LEMA do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão – UEMASUL. Após levantamento dos materiais presentes nesse laboratório, voltamo-nos a eles, questionando: como a Etnomatemática se evidencia? Cada questionamento nos revelou diferentes modos de presença da Etnomatemática no LEM, sendo que alguns deles convergem, outros divergem, constituindo na convergência três núcleos de compreensão mais abrangente, são eles: A etnomatemática como expressão do fazer matemático de povos e culturas da antiguidade; A etnomatemática como expressão da contemporaneidade, ao ser trabalhada com tecnologias digitais; A etnomatemática como expressão da ludicidade e da lógica, ao ser trabalhada com jogos. A articulação dos núcleos permitiu compreender que a presença da Etnomatemática nos materiais do LEM evidencia pluralidade, diversidade, cultura, práticas, estratégias e pensamentos que constituem diferentes matemáticas, que aqui compreendemos como etnomatemáticas. Isso nos leva a afirmar que o LEM pode ser pensado como um Laboratório de Ensino de Etnomatemáticas – LEE.